30 de junho de 2011
23 de junho de 2011
põe má
11 de junho de 2011
5 de junho de 2011
31 de janeiro de 2011
25 de setembro de 2010
Não sou blog de política, mas...
O Leonardo Boff fundou a ONG onde trabalho.
Apesar de eu ter críticas ao governo Lula e tudo, esses ataques parcialíssimos e descarados da imprensa de direita só me fizeram querer mais é votar na Dilma mesmo, ao invés de mais à sua esquerda. No mais, é claro que a esquerda e a sociedade vai continuar pressionando, mesmo que o PT ganhe as eleições (e vai).
Mas é o seguinte, tucanada: não tem pra vocês!!!!!
A mídia comercial em guerra
Leonardo Boff *
Leia mais em: O esquerdopata
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21 de agosto de 2010
Uma música forte para os corações apaixonados pelo viver no registro da alegria
Jorge sentou praça na cavalaria
E eu estou feliz porque eu também sou da sua companhia
Eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Para que meus inimigos tenham pés e não me alcancem
Para que meus inimigos tenham mãos e não me toquem
Para que meus inimigos tenham olhos e não me vejam
E nem mesmo um pensamento eles possam ter para me fazerem mal
Armas de fogo meu corpo não alcançarão
Facas, lanças se quebrem sem o meu corpo tocar
Cordas, correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar
Pois eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Jorge é de Capadócia, viva Jorge!
Jorge é de Capadócia, salve Jorge!
Perseverança ganhou do sórdido fingimento
E disso tudo nasceu o amor
Perseverança ganhou do sórdido fingimento
E disso tudo nasceu o amor
Ogam toca pra Ogum
Jorge é da Capadócia
E uma versão forte para os persistentes:
13 de agosto de 2010
Sem título
Novidade: tudo!
Por onde começar? Nada.
Aqui jaz um blog que ao terceiro dia vai querer um dia voltar.
Socorro! Não sentia.
Agora ria.
Agora, rio.
Agora uma postagem non sense é o que de mais sentido posso postar.
E quem sabe, dentro em pouco, nessa tal de Élice apostar.
Estar: vento.
Vácuo.
(meu ato falho do momento tem sido assinar "Alive").
21 de maio de 2010
buááá
Gosto muito do Marcelo Barreto, e minha opinião foi a mesma quanto a seu último texto no seu blog, no site do globoesporte.com.
Texto muito bom. É tão bom que as críticas irracionais que por lá aparecem, nos comentários, viram a simples exposição clarividente de precipitações e opiniões imaturas. Fazer o quê, o futebol desperta crianças choronas e mimadas em nós, torcedores.
Mas, infelizmente, não só em nós, torcedores.
A prova disso são as declarações lamentáveis depois de dois jogaços de Grêmio e Santos contra a imprensa e contra o time do Grêmio proferidas por Robinho e outros garotos do Santos (Neymar, Ganso e André - garoto que, suspeito, por não ter a habilidade incrível dos companheiros, acaba optando mais por outras estratégias...). Isso também cabe a alguns torcedores e, há de se lembrar, à conduta do Santos contra Luxemburgo. Tudo bem, alguns dirão que Luxemburgo saiu mal do Santos e também fez seu drama no dia em que declarou nunca mais voltar à Vila, a não ser para jogar CONTRA o Peixe; alguns dirão - repetindo enjoativamente o clichê do clichê do clichê - que o time do Grêmio é, por seu do sul, "violento" (certamente sem lembrar dos tapas proferidos por Ganso, assim como os proferidos pelo Jonas, verdade seja dita, no fim do segundo jogo e, além disso, sem lembrar da camiseta de Jonas rasgada de cima a baixo em plena área, sem por isso provocar um apito marcando pênalty).
Mas o que eu até agora sigo tendo uma ENORME dificuldade para entender é.... PARA QUÊ??? O time do Santos é um dos melhores do Brasil (grita o torcedor agora, indignado "como assim, UM DOS melhores???? é O melhor!!!!"). E isso não está sendo contestado. Por que não? Porque o Santos prova isso com seu FUTEBOL. Quer coisa mais bonita, pacífica, não "acachorrada", digna, e, até, humilhante, do que jogar a bola que os garotos da Vila andam jogando? É isso que não deixa margem para argumentos!!!
Então, POR QUE, afinal, depois de jogo ganho, classificação obtida, falar como se fosse um time perseguido, quando, ao contrário, é o time mais badalado?
O time do Santos não precisa disso.
E devia se orgulhar de não precisar de declarações amarguradas na imprensa.
A unanimidade se dá em campo.
Deixem o locutor da Bandeirantes falar besteira; deixem Silas se precipitar; deixem o presidente do Grêmio (sem a malícia de Odone e Koff) ser ingênuo e dar declarações trsites e reativas (os jogadores do Grêmio, coitados, nada têm a ver com essa confusão: podem procurar, não há uma declaração infeliz deles, como bem o disse o chato do Robinho).
Teria sido (para praticar o exercício da hipótese) uma ótima oportunidade de mostrar que, só porque são garotos, os da Vila não são imaturos. Teria sido uma ótima oportunidade de mostrar que o Santos é o melhor por causa de seu futebol e apenas através de seu futebol.
Teria sido.
Agora, sou forçada a pensar que perdemos melhor do que eles ganharam. Agora, fica a raiva de Ganso, fica a amargura concentrada. Que triste. Quisera não ter tido motivos para isso, e dizer "perdemos para um puta time, de forma digna, lavei a alma". E só posso dizer "putz, perdemos praqueles moleques filhas da puta do Santos. Um puta time, golaços. Mas que nojo da arrogância infantilóide deles".
Agora sou obrigada a dizer: taí a prova de como eles se cagaram de medo do "medíocre" Grêmio (para usar as palavras que eles gostariam de usar contra todos os outros times do Brasil que não são Santos, sem se lembrarem, é claro, da sova que levaram do pequeno Santo André...).
Taí a prova de serem uns bebezinhos chorões que, mesmo ganhando o brinquedo do papai, ficam chateadinhos porque o papi não os pegou no colo (não bastaram os ingênuos e descabidos afagos de nosso "capitão" Victor em Ganso, mesmo após o guri ter distribuído tapas em nossos jogadores?).
Agora sou obrigada a dizer: os garotos se assustaram. Eles são totalmente vencíveis. O time que conseguir deitar e rolar com a infantilidade desses craques LEVA.
Sou obrigada a dizer: tomara que o Vitória leve.
E, pra fugir do recalque, sou obrigada a dizer: VAMOS GRÊMIO, TEMOS O BRASILEIRÃO PELA FRENTE!
25 de abril de 2010
20 de abril de 2010
estilo
Elementos de diferentes épocas podem compor uma estética interessante.
Há de se saber misturar, para fazer as quebras certas.
Algo de volume em cima, algo sequinho e clean embaixo.
Um tom mais dramático, certas formas marcadas e, em seguida, uma peça larga, soltinha, leve.
Você precisa ter dias de folga que intercalem os de sobretrabalho.
Você precisa de um post tolo sobre aquele mais carrancudo.
Você precisa não precisar, de vez em quando.
É uma questão de estilo.
8 de abril de 2010
Chuvas no Rio e uma enxurrada de absurdos
As chuvas e as consequências catastróficas em decorrência do volume recorde de água que caiu sobre o estado do Rio de Janeiro mobilizaram todos nós.
A tragédia é ainda mais grave para os que ficaram desabrigados, morreram ou perderam seus familiares nos inúmeros deslizamentos de terra que atingiram a população que vive em regiões de encostas.
E quem é essa população?
Ora, é a população mais pobre, que vive em favelas, sobre o solo lodoso que encobre as formações rochosas dos morros agudos da cidade maravilhosa.
Pois bem. Em momento de dor, luto, necessidade de apoio e ação rápida dos governos, eis que o que aparece na TV? O rosto alterado e visivelmente irritado do governador Sérgio Cabral, um exemplo de "delicadeza" e "elegância" em suas falas já famosas em relação aos pobres. Questionado sobre os deslizamentos no morro da Mangueira, esbravejou que as pessoas soterradas é que optaram por ocupar áreas de risco, sendo extremamente irresponsáveis e imprudentes ao morarem em encostas como aquela. Em um lampejo de lucidez, disse que a responsabilidade é do governo, sim - para imediatamente despejar uma avalanche de asneiras, ao completar a frase: "Nós devemos ser firmes e proibir a ocupação descontrolada dessas áreas. Quando construí os muros da Rocinha e do Santa Marta, disseram `Ah, o Sérgio Cabral construiu o muro da segregação`, mas agora estão vendo: eu construí tais muros para evitar tragédias como essa. Está na hora de agirmos radicalmente contra isso, sermos mais severos".
Horas depois, houve um deslizamento em frente à casa de Luma de Oliveira (ex-casa de Eike Batista), no mesmo morro do Santa Marta. As fundações da quadra de tênis ficaram totalmente expostas.
E aí perguntamo-nos: o que o governador teria a dizer a respeito disso? Por que ali não construiu muros? Por que não disse nada sobre a irresponsabilidade de construir ali?
Sérgio Cabral apenas faz aumentar o asco que facilmente sente-se por ele. Em plena tragédia, com corpos soterrados na lama, é capaz de culpar os mortos - os pobres.
A feliz surpresa foi ver Arnaldo Jabor, milagrosamente, fazendo uma fala EXCELENTE a respeito disso. Acesse aqui o link para assistir ao vídeo.
Ele diz tudo.
Fonte da imagem: http://www.charge-o-matic.blogger.com.br/
19 de março de 2010
melô dos defensores de direitos humanos
um militante incomoda muita gente
dois militantes incomodam incomodam muito mais
dois militantes incomodam muita gente
três militantes incomodam incomodam incomodam muito mais
três militantes incomodam muita gente
quatro militantes incomodam incomodam incomodam incomodam muito mais
quatro militantes incomodam muita gente
cinco militantes incomodam incomodam incomodam incomodam incomodam muito mais
cinco militantes incomodam muita gente
seis militantes incomodam incomodam incomodam incomodam incomodam incomodam muito mais
seis militantes incomodam muita gente
ste militantes incomodam incomodam incomodam incomodam incomodam incomodam incomodam muito mais...
3 de março de 2010
20 de janeiro de 2010
14 de janeiro de 2010
líquidas queixas
O Rio de Janeiro é uma cidade quente.
O Rio de Janeiro é mais do que uma cidade quente.
O Rio de Janeiro é uma cidade efervecentemente fervente.
Na última segunda-feira fez 41º na cidade do Rio de Janeiro, disse o Rodolfo Shneider, repórter da BandNews, no rádio. Sensação térmica? Derretentes 54º. Sabe o que que é isso, companheiro? É como torrar a tua cabeça numa frigideira em fogo alto. É como ter de trabalhar dentro de uma sauna úmida. É como o sol da uma da tarde no pior buraco da camada de ozônio - mas tu não tá na praia. É não ter idéia nenhuma de como homens conseguem colocar tarno e gravata, já que todos estão ensopados dentro do metrô, cujo ar condicionado não dá nem pra secar o suor do rosto. É nem te dar ao trabalho de te maquiar, se tu te maquia, pois durante o processo teu lápis vai traçar lágrimas negras no teu rosto e aquela blusa branca fresquinha vai manchar de pó compacto liquefeito. É sentir os odores, buduns, peles e mais líquidos dos que estão ao teu redor, com cara de deprimidos suicidas.
Nesse dia, bem nesse dia, eu estava num lugar chamado Baixada Fluminense. Aos leitores do blog que não connhecem o Rio, uma boa analogia à Baixada é o Vale do Rio dos Sinos. Isso mesmo, é uma região de vale, que fica atrás da capital, e o nome faz jus à sua geografia. Em frente, o Rio 40º com a acudida do mar; atrás, a serra 30º com a acudida da altitude. Então assim: se o Rio é o purgatório (da beleza e do caos), a Baixada é o inferno. Alguns dizem de lá: "do pó à lama", devido à sua vestimenta primordialmente de concreto e poeira laranja (dava pra dizer que dos tijolos às enchentes enlameadas, é tudo o mesmo material).
Entonces. Passei em Nova Iguaçu para pegar duas pessoas da minha equipe e fazermos uma visita domiciliar em Japeri, que é o INTERIOR de Nova Iguaçu. Isso mesmo, o interior da Baixada é tão interior que até atolar o carro nós atolamos.
Às 13hs.
Uma vez desatolados - ainda que toda essa função fosse um atoleiro em si -, seguimos nossa epopéia e voltamos a Nova Iguaçu. As pessoas nas ruas pareciam todas extenuadas de triatlos hard core: carnes rubras, pingavam e tinham dificuldade para respirar, com cara de "por favor alguém me tire daqui!". Meu pés, meus singelos pés tostavam no segundo passo dado na calçada.
IN
FER
NO.
Dali voltamos um pedaço da Dutra para pegar a estrada para Petrópolis - serra. Nem o ar condicionado do carro parecia dar conta. Depois de 30 min. mais ou menos é que sentimos o ar saindo mais frio. Eram quatro da tarde.
Da serra, saímos sete da noite. Olhei o termômetro: 34º. Que palhaçada, na serra, essa temperatura.
Dia seguinte, no purgatório, ouço José Simão, Band News outra vez:
"Rio de Janeiro, segunda feira.
Temperatura: 41º.
Umidade relativa do ar: 90%.
SEnsação térmica: QUERO MORRER!".
Por isso hoje estou com uma puta sinusite do cacete.
(Onde fica o céu?????)
11 de janeiro de 2010
poema preguiçoso
17 de dezembro de 2009
devires
as araucárias da serra fluminense
disputam a paisagem com
bananeiras.
não sei como vieram parar aqui:
nem as araucárias, nem as bananeiras.
há algo de bananeiras nas araucárias
e deve haver algo de araucárias nas bananeiras.
serra tropical é assim.
tropicalista.
14 de dezembro de 2009
alter-ego
Seu método era o boicote.
Parecia mais indígena ou baiano, na medida em que o deitar na rede era uma de suas táticas. Mas não fazia isso heroicamente, como os tupis, tapajós, caigangues, tupinambás e outros ás és ís ós ús o fizeram nos 1500 e se viraram nos 30 (sendo exterminados em massa, diga-se de passagem). Nada de heroísmos nem de macunaimadas. Fazia isso em nome de algo que sabia que não era só seu, de um coletivismo calado, assim como a voz de oprimidos avergonhados daquilo que queriam.
Como eles, ele queria a vagabundagem.
Empregava-se com incríveis boas referências e segue sendo um mistério como manteve sua reputação. Um gênio, sua estratégia de guerrilha era mesmo subterrânea, extremamente bem executada. Impecável.
Trapaceiro, comprometia-se com o maior número de atividades sobre as quais ele pudesse ocultar algo ou arrecadar falsas provas que jamais seriam descobertas como fajutas. A partir delas, simplesmente deixava de trabalhar.
Em verdade, seu modo de vida era bastante simples. Nada mais tinha como ética trabalhar o menos possível. Sabendo que isso não era nem aceito nem possível em um mundo no qual cada vez atarefava-se mais para ganhar-se menos, prezava o conforto e por isso mesmo driblava seus empregadores e pares.
Defendia-se dizendo que drible nunca foi ofensivo, se o ato objetivasse o gol. De fato, jamais deixou de atingir suas metas quantitativas e qualitativas nas firmas pelas quais passou. Dizia que traía não seus colegas ou chefes, mas a escravidão. E, por isso, não achava que estava fazendo nada de errado. O segredo de suas artimanhas advinha unicamente do fato de saber claramente que jamais seria compreendido.
Há quem lamente ele não ter podido sustentar sua ética.
Poucos anos depois foram sendo instituídas as colerias eletrônicas que conhecemos bem. Hoje, como todos nós, trabalhadores no planeta, ele também usa a sua, com o chip acoplado, o design de acordo com seu estilo de vestir (parece que a moda vai retornar aos anos 00 nesse verão). A câmera e o GPS denunciam com detalhes onde quer que ele vá, o que quer que ele faça, e tal controle está estendido a todos os que trabalham na organização que porventura o empregar - como naturalmente sabemos. O X9vismo virou modo de vida, e isso não é novidade para todos nós em nossos tempos gloriosamente desenvolvidos. Foi o que buscamos e é o que logramos. E pensar que isso era usado somente para execução de penas alternativas lá por 2008, 2009!
O sabotador do trabalho perdeu qualquer possibilidade de existir.
Respiramos aliviados.
(Andei sabendo, porém, que ele, agora que está desempregado, anda pesquisando - com certa displicência inerente, como era de se esperar - a respeito de tecnologia de chips...)
