11 de novembro de 2006

Desvio

Pixa
espixa
capricha
inventa
critica
e conta pra nóis
a palavra que tu montou
com os pedaços roubados
dos certos
dos errados
dos burros iletrados
e chatos formatados
e também dos flutuantes
chapados delirantes
poetas atuantes
que pontua
e que escorre.
Estica
complica
de repente simplifica:
palavra-resistência
verbo-passagem
ao que é sujo
ao que é cujo.
Fujo de quem?
Foge também?
Fogo de alguém?
Fala do além?
Fuga do bem: sai
de perto da maiúscula
do nome prórpio
o-do-pai
o-do-pa-do
o-do-pas
quali
logo ali.
Linha de fuga.
Frágil homem gelado
energumeno cogumelo
exagerado e madrugal
Bah!
sete horas é fatal.
(Mas conta aí, que aula é a tal?)

5 comentários:

Anônimo disse...

Apaixonei. Por todos os posts, antigos e atuais. Porque se ninguém mais atualiza blogs por aí, tampouco há quem os leia. É um ciclo, bien entendu.
Mas então, tuas poesias, TUDIBÃO. Percebes, pelo horário, que não escrevi? Te ouvi, vim (te) ler, queria te ver. Abraços virtuais são frios, e não se enxergam (enxáguam) as lágrimas...

Anônimo disse...

mazá!

carol de marchi disse...

vê se eu posso com isso.
master!

alice disse...

nossa! Quem é a Martina? ´(Que lisonja...)
É a Tina, que escreve nos blogs da Zizita?
Ô, abraço retribuído!

Pedro Lunaris disse...

meu, meu, meu

é de minha
amiga
doce de mel que faz bem
e inspira
olha só a pira
da menina!

delícia

valeu!