25 de abril de 2010

Que as histórias sejam muitas!







Não consegui "embedar" aqui, então clica aqui nesse link!

Imperdível!










20 de abril de 2010

estilo

Você precisa jogar com tons diferentes, senão o look fica muito homogêneo.

Elementos de diferentes épocas podem compor uma estética interessante.

Há de se saber misturar, para fazer as quebras certas.

Algo de volume em cima, algo sequinho e clean embaixo.


Um tom mais dramático, certas formas marcadas e, em seguida, uma peça larga, soltinha, leve.












Você precisa ter dias de folga que intercalem os de sobretrabalho.

Você precisa de um post tolo sobre aquele mais carrancudo.

Você precisa não precisar, de vez em quando.





É uma questão de estilo.







8 de abril de 2010

Chuvas no Rio e uma enxurrada de absurdos



As chuvas e as consequências catastróficas em decorrência do volume recorde de água que caiu sobre o estado do Rio de Janeiro mobilizaram todos nós.
A tragédia é ainda mais grave para os que ficaram desabrigados, morreram ou perderam seus familiares nos inúmeros deslizamentos de terra que atingiram a população que vive em regiões de encostas.
E quem é essa população?
Ora, é a população mais pobre, que vive em favelas, sobre o solo lodoso que encobre as formações rochosas dos morros agudos da cidade maravilhosa.
Pois bem. Em momento de dor, luto, necessidade de apoio e ação rápida dos governos, eis que o que aparece na TV? O rosto alterado e visivelmente irritado do governador Sérgio Cabral, um exemplo de "delicadeza" e "elegância" em suas falas já famosas em relação aos pobres. Questionado sobre os deslizamentos no morro da Mangueira, esbravejou que as pessoas soterradas é que optaram por ocupar áreas de risco, sendo extremamente irresponsáveis e imprudentes ao morarem em encostas como aquela. Em um lampejo de lucidez, disse que a responsabilidade é do governo, sim - para imediatamente despejar uma avalanche de asneiras, ao completar a frase: "Nós devemos ser firmes e proibir a ocupação descontrolada dessas áreas. Quando construí os muros da Rocinha e do Santa Marta, disseram `Ah, o Sérgio Cabral construiu o muro da segregação`, mas agora estão vendo: eu construí tais muros para evitar tragédias como essa. Está na hora de agirmos radicalmente contra isso, sermos mais severos".
Horas depois, houve um deslizamento em frente à casa de Luma de Oliveira (ex-casa de Eike Batista), no mesmo morro do Santa Marta. As fundações da quadra de tênis ficaram totalmente expostas.
E aí perguntamo-nos: o que o governador teria a dizer a respeito disso? Por que ali não construiu muros? Por que não disse nada sobre a irresponsabilidade de construir ali?

Sérgio Cabral apenas faz aumentar o asco que facilmente sente-se por ele. Em plena tragédia, com corpos soterrados na lama, é capaz de culpar os mortos - os pobres.
A feliz surpresa foi ver Arnaldo Jabor, milagrosamente, fazendo uma fala EXCELENTE a respeito disso. Acesse aqui o link para assistir ao vídeo.
Ele diz tudo.


Fonte da imagem: http://www.charge-o-matic.blogger.com.br/

19 de março de 2010

melô dos defensores de direitos humanos


um militante incomoda muita gente
dois militantes incomodam incomodam muito mais


dois militantes incomodam muita gente
três militantes incomodam incomodam incomodam muito mais



três militantes incomodam muita gente
quatro militantes incomodam incomodam incomodam incomodam muito mais



quatro militantes incomodam muita gente
cinco militantes incomodam incomodam incomodam incomodam incomodam muito mais



cinco militantes incomodam muita gente
seis militantes incomodam incomodam incomodam incomodam incomodam incomodam muito mais



seis militantes incomodam muita gente
ste militantes incomodam incomodam incomodam incomodam incomodam incomodam incomodam muito mais...
















3 de março de 2010
















ESTE BLOG ESTÁ PARADO TEMPORARIAMENTE POR MOTIVOS DE FORÇA MAIOR.

DESCULPEM-NOS O TRANSTORNO.

ESTAMOS TRABALHANDO PARA MELHOR SERVI-LO.

















20 de janeiro de 2010

se

se meus joelhos não doessem mais...




























me seria tirada a ilusão de que ainda posso ter dores de crescimento.

14 de janeiro de 2010

líquidas queixas








O Rio de Janeiro é uma cidade quente.

O Rio de Janeiro é mais do que uma cidade quente.
O Rio de Janeiro é uma cidade efervecentemente fervente.
Na última segunda-feira fez 41º na cidade do Rio de Janeiro, disse o Rodolfo Shneider, repórter da BandNews, no rádio. Sensação térmica? Derretentes 54º. Sabe o que que é isso, companheiro? É como torrar a tua cabeça numa frigideira em fogo alto. É como ter de trabalhar dentro de uma sauna úmida. É como o sol da uma da tarde no pior buraco da camada de ozônio - mas tu não tá na praia. É não ter idéia nenhuma de como homens conseguem colocar tarno e gravata, já que todos estão ensopados dentro do metrô, cujo ar condicionado não dá nem pra secar o suor do rosto. É nem te dar ao trabalho de te maquiar, se tu te maquia, pois durante o processo teu lápis vai traçar lágrimas negras no teu rosto e aquela blusa branca fresquinha vai manchar de pó compacto liquefeito. É sentir os odores, buduns, peles e mais líquidos dos que estão ao teu redor, com cara de deprimidos suicidas.

Nesse dia, bem nesse dia, eu estava num lugar chamado Baixada Fluminense. Aos leitores do blog que não connhecem o Rio, uma boa analogia à Baixada é o Vale do Rio dos Sinos. Isso mesmo, é uma região de vale, que fica atrás da capital, e o nome faz jus à sua geografia. Em frente, o Rio 40º com a acudida do mar; atrás, a serra 30º com a acudida da altitude. Então assim: se o Rio é o purgatório (da beleza e do caos), a Baixada é o inferno. Alguns dizem de lá: "do pó à lama", devido à sua vestimenta primordialmente de concreto e poeira laranja (dava pra dizer que dos tijolos às enchentes enlameadas, é tudo o mesmo material).
Entonces. Passei em Nova Iguaçu para pegar duas pessoas da minha equipe e fazermos uma visita domiciliar em Japeri, que é o INTERIOR de Nova Iguaçu. Isso mesmo, o interior da Baixada é tão interior que até atolar o carro nós atolamos.
Às 13hs.
Uma vez desatolados - ainda que toda essa função fosse um atoleiro em si -, seguimos nossa epopéia e voltamos a Nova Iguaçu. As pessoas nas ruas pareciam todas extenuadas de triatlos hard core: carnes rubras, pingavam e tinham dificuldade para respirar, com cara de "por favor alguém me tire daqui!". Meu pés, meus singelos pés tostavam no segundo passo dado na calçada.
IN
FER
NO.
Dali voltamos um pedaço da Dutra para pegar a estrada para Petrópolis - serra. Nem o ar condicionado do carro parecia dar conta. Depois de 30 min. mais ou menos é que sentimos o ar saindo mais frio. Eram quatro da tarde.
Da serra, saímos sete da noite. Olhei o termômetro: 34º. Que palhaçada, na serra, essa temperatura.

Dia seguinte, no purgatório, ouço José Simão, Band News outra vez:
"Rio de Janeiro, segunda feira.
Temperatura: 41º.
Umidade relativa do ar: 90%.
SEnsação térmica: QUERO MORRER!".

Por isso hoje estou com uma puta sinusite do cacete.

(Onde fica o céu?????)

















11 de janeiro de 2010

poema preguiçoso


eu quis escrever um poema preguiçoso.
ele falaria de moles malemolências
de embalos cremosos de rede
de pa
ssos bem mambembes
de bo
cejos e cochilos cochichentos



















mas...














sa
be...?
















deu u
ma preguiiiiiiiça...














vem cá



ca
ca
ca
ricando


ca
ca
ca
re
jando


ca
ca
ca
riocando

a carinosa m´en
ca
rou
e, de cara,
ca
cobrou
um
post.

(ok, agora que desandou, aqui está, o post que a peste pediu, porra!)

17 de dezembro de 2009

devires






as araucárias da serra fluminense
disputam a paisagem com
bananeiras.
não sei como vieram parar aqui:
nem as araucárias, nem as bananeiras.

há algo de bananeiras nas araucárias
e deve haver algo de araucárias nas bananeiras.

serra tropical é assim.
tropicalista.












14 de dezembro de 2009

alter-ego

Seu condinome era sabotador do trabalho. Era o terror dos grupos americanos fordistas, dos meritocratas, dos italianos, dos judeus, dos marxistas, dos reilgiosos e outros coletivos moralizados moralizantes. Em suma, era o pior pesadelo dos honrados em geral.
Seu método era o boicote.
Parecia mais indígena ou baiano, na medida em que o deitar na rede era uma de suas táticas. Mas não fazia isso heroicamente, como os tupis, tapajós, caigangues, tupinambás e outros ás és
ís ós ús o fizeram nos 1500 e se viraram nos 30 (sendo exterminados em massa, diga-se de passagem). Nada de heroísmos nem de macunaimadas. Fazia isso em nome de algo que sabia que não era só seu, de um coletivismo calado, assim como a voz de oprimidos avergonhados daquilo que queriam.
Como eles, ele queria a vagabundagem.
Empregava-se com incríveis boas referências e segue sendo um mistério como manteve sua reputação. Um gênio, sua estratégia de guerrilha era mesmo subterrânea, extremamente bem executada. Impecável.
Trapaceiro, comprometia-se com o maior número de atividades sobre as quais ele pudesse ocultar algo ou arrecadar falsas provas que jamais seriam descobertas como fajutas. A partir delas, simplesmente deixava de trabalhar.
Em verdade, seu modo de vida era bastante simples. Nada mais tinha como ética trabalhar o menos possível. Sabendo que isso não era nem aceito nem possível em um mundo no qual cada vez atarefava-se mais para ganhar-se menos, prezava o conforto e por isso mesmo driblava seus empregadores e pares.
Defendia-se dizendo que drible nunca foi ofensivo, se o ato objetivasse o gol. De fato, jamais deixou de atingir suas metas quantitativas e qualitativas nas firmas pelas quais passou. Dizia que traía não seus colegas ou chefes, mas a escravidão. E, por isso, não achava que estava fazendo nada de errado. O segredo de suas artimanhas advinha unicamente do fato de saber claramente que jamais seria compreendido.
Há quem lamente ele não ter podido sustentar sua ética.
Poucos anos depois foram sendo instituídas as colerias eletrônicas que conhecemos bem. Hoje, como todos nós, trabalhadores no planeta, ele também usa a sua, com o chip acoplado, o design de acordo com seu estilo de vestir (parece que a moda vai retornar aos anos 00 nesse verão). A câmera e o GPS denunciam com detalhes onde quer que ele vá, o que quer que ele faça, e tal controle está estendido a todos os que trabalham na organização que porventura o empregar - como naturalmente sabemos. O X9vismo virou
modo de vida, e isso não é novidade para todos nós em nossos tempos gloriosamente desenvolvidos. Foi o que buscamos e é o que logramos. E pensar que isso era usado somente para execução de penas alternativas lá por 2008, 2009!
O sabotador do trabalho perdeu qualquer possibilidade de existir.
Respiramos aliviados.

(Andei sabendo, porém, que ele, agora que está desempregado, anda pesquisando - com certa displicência inerente, como era de se esperar - a respeito de tecnologia de chips...)







4 de dezembro de 2009









você já PERDOOU alguém hoje?













16 de novembro de 2009

do caco gago que não cai

carente de palavras cá estou.
catei cântaros, crônicas, cartas, cacos,
lá fora
e na caixola,
mas
catzo -
só construí caixões para crassos contos já cantados.
não sei mais cravejar letras no papel
(seria a vingança da inspiração, fudida, depois que não liguei pra ela?)
coisas.
catzo catzo. cu.
cá se foi o que tateei agora mesmo, e tentei tapear em texto na tela.
foi a vaca
pro brejo!
parece agora que entrei numa fase
f
f
fra
frase
que
cu
cu
pu
pu
putz
ao pensar, só gag-
-guejo.

13 de novembro de 2009

competitiva

update and go up!

12 de novembro de 2009

roubo 152748

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Muito já roubei de outros sites pra publicar aqui. Dessa vez não consegui copiar-colar, mas acessem link do nu-sol, núcleo de sociabilidade libertária de São Paulo, nos verbetes. Os caras mandam muito bem, mas podemos sempre polemizar só mais um pouquinho, pra radicalizar os radicais anarquistas...!
Escrevam cá comigo...
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4 de novembro de 2009

o tempo ainda não pára

violência no Rio e mais 40 mortos e direitos humanos e esquerda dura e academicismos e abrapso e praia e cor e ato público e rede para discussão da juventude e potência de vida e festa e amigos e bebida e drogas e apresentação e desempedrar e reuniões muitas reuniões e delicadeza e cuidado e mais cuidado de mim e unhas não feitas e UFF e bebês e arnaldo antunes e chico buarque e calor, muito calor, aqui no rio faz MUITO CALOR e juro que vi um termômetro que dizia hoje "38º"


quero mais calor humano
mais vida
queromais vida
mais vida
mais vida
mais vida

5 de outubro de 2009

O TEMPO NÃO PÁRA

tarefas da semana a serem organizadas em alguma ordem:

- imprimir minha cópia da dissertação
- idem minha orientadora
- falar com ela pra dizer que escrevi 40 páginas sem ela saber
- encadernar tais cópias, evidentemente
- fazer os pés
- idem as mãos
- depilar, já que a esperança é a última que morre de que dê praia
- ir ao centro comprar itens baratos importantes para a defesa
- comprar presente de aniversário para a minha mãe
- pensar restaurantes e lugares bacanas para ir com mãe marido de mãe vô mulher de vó e amiga minha
- providenciar táxis onde caiba uma galera
- mandar email convidando todo mundo pra defesa
- preparar duas aulas
- dar duas aulas
- preparar texto de apresentação da defesa
- lavar roupas e roupas de cama, afinal a minha mãe vai chegar
- comprar plantinhas novas, afinal a minha mãe vai chegar
- arrumar a casa, afinal a minha mãe vai chegar
- limpar a casa, afinal...
- providenciar uma câmera para filmar a defesa
- atender pacientes, ir a reuniões, ir a supervisões, à análise, enfim, a vida continua


Quem se lembrar de mais alguma coisa ou - e principalmente - puder me ajudar em alguma dessas... AGRADICIDA!

(E EU QUE ACHAVA QUE DEPOIS DE ENTREGUE A DISSERTAÇÃO, IA DESCANSAR...)

26 de setembro de 2009

daqui a pouco

bolhas
borbulhas
barbaramente balbuciando babaquices
brincando
burlando o batente
batem bem
batem bal
brindam e bebericam
bailam bastante
bradam "bom, bom, bem bom!"
"bacana a tua bolha"
braba, eu bóio
"beleza, bobocas" - blasfemo
"breve, bem breve, balançarei, banharei e brilharei na balada e na bagunça!"

18 de setembro de 2009

sem titulo

e eu digo sim




SIM


SIM

SIMSIMSIMSIMSIMSIMSIMSIMSISM

SI
SI


em si


vai dar
vai rolar
vai vai aviavi aviavaivaivaiavi
avião

ciudado

de si

vaivaivai ética

ética do cuidado de si
na relaçãocom o outro
estética
de existir
arte a vida como
obra de arte - estética
estética de vida

na dissolução de si
na relação na relação ãoãoão

comcomcomcomcomcomcomo

como mundo ao andar
como o mundo
antropófago
devoro
como

fome
seca
(mentira ou verdade que fome acelera o pensamento?)

quem me disse isso?

que dia foi ontem?

QUANDO TERMINOU ONTEM E QUANDO COMEÇOU HOJE?
quando eu vou terminar?

aonde eu termino?
aonde começa o outro?

em qual ponto termina um passo e começa o outro?

não consigo olhar pra mim seM me misturar
já dentro já estou
in
vento dentro
in-vento

dobradura toda múltipla
imanência
vidavidavidavidadavi
davi
gregos

tempo
temporal

liberdade mar

é preciso ser livre

me ver livre pra voar
outros vôos

bastarda-inventiva-ética-transgressora-cuidado-resistência-nãolugar


ARRRRRRRR
SUSPIR
AAAAAARRRRRR
conspir
aaaaaaaarrrrrrrrrrrrrrrrrr
FFFFFFFFFFFFFFF
UHHHHHH
AAAAAAAAHHH


três ponti nhos














17 de setembro de 2009

ponto-vírgula



o sol guarda uma reserva

de algo
não se sabe
como uma bolsa
um apêndice
um atrás
um a mais incomodando.
a felicidade não é plena
a alegria de dia ensolarado tem ponta de dor.
varramos a dor embora!
varramos!
(prefiro ser um varredor)
mas não
não dá pra varrer sozinha
e é preciso esperar
decantar
paciência e força
eu vou
vou sim
assim
porque a poeira não é só minha.