27 de agosto de 2006

Mexe-te-se-lá


De mudança se faz festança
Tempo de negociata
Tantos povos
Sírios, libaneses, gringos
Farrapos e bastardos
Engenheiros e médiuns
Quantas pessoas lá
Quantas Cá?
Corta ali
Vestido e pá
Cabelo franja
E já está
Sobe-desce dopamina fluoxetina adrenalina
Alegria anual
E angústia vespertina
Semana dominical
Mas logo ali será
Muito mais alto
Muito mais salto e brilhantina

...

Bora, menina!

22 de agosto de 2006

Liga pra miiiiiim, não demoraaaaa...

Sabe aquela história do fixo?
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Muda pra eu não ficar muda:
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3737-3297
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(Já dá pra abrir uma pizzaria.)

19 de agosto de 2006

Cenas do Marrocos e da Espanha

Olha que coisa mais * uuughhhhh!* Quase sequestrei as gêmeas: Adriana e Garací.
[Tanger]


Já essas duas são crescidinhas.

[Barceloneta]


Vinhozinho no Patio de los Perfumes

[Marbella]

15 de agosto de 2006

11 de agosto de 2006

Sujeito do suposto saber

Sempre escutei dos outros falarem que seu psicólogo ia dar uma palestra não sei onde, o outro que viu o seu num evento tal, um que encontrou num jantar ou dando uma aula. Sempre tive uma inveja. Eu nunca vejo a minha terapeuta assim, no ambiente dos humanos. Seria tão bom encontrá-la, conversar algo entre goles de vinho. O que conversaríamos?
Falaria de como está sendo morar sozinha, das minhas descobertas e do que não é novidade. Lá pelas tantas eu diria que o vinho era muito bom. Ela perguntaria se existe alguma lembrança da minha infância relacionada a isso. Eu diria que sim, a minha vó me dando vinho na boca, eu aprendendo a caminhar. Talvez ela, no final da conversa, fizesse metáforas sobre o vinho, o nosso encontro, minha vó, a vida adulta, o estar sozinha, o princípio da realidade, o Dionísio. Talvez ela pontuasse algo a respeito da repetição, talvez eu discordasse, bêbada, ela falasse de resistência, eu ficasse braba, e ela dissesse "hoje ficamos por aqui".
*****
Fazendo meu primeiro rancho oficial, com meu carrinho de dois andares, no Záffari Higienópolis, depois de degustar queijo, pão, bolo e suco, eis que passa bem na minha frente, saindo das frutas e entrando no corredor de detergentes: ela, minha psicóloga. Chamo-a, beijinhos, "como estás?", eu fico imaginando o que dizer assim, pra terapeuta, no supermercado, depois dessa pergunta. "Tô bem!". "Ah, então, fazendo o super? Morar sozinha é isso também, né?" Por algum motivo, não quis mais conversar. Estranho falar de si sem o sigilo do consultório, diante de caixas de Omo. Pensando bem, não invejava mais quem via seus terapeutas em ambientes normais. Fiquei nervosa: a minha eu vi do jeito mais pessoa que há. No super. No meu super.
Não quis ver o que ela levava no carrinho. Ao contrário, talvez pela tendência das coisas, comentei sobre o que tinha no meu. "É, comprando aqui... queijos, pão, patê...". Patético.
Nos despedidmos: "Até..." . O que seria completado no consultório com "...semana que vem", ficou em aberto. Afinal, sabe-se lá, agora é capaz de nos encontrarmos até no trânsito.
Humpf.

10 de agosto de 2006

So this is it

.
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.
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sola

...............não............só..................

..................cá...............tam..............................bem

................................vi.....................
vendo

.........................................mor.....................
ando

.............................................................sa....................................
indo

e entrando


...................................................................................................................................de sola
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4 de agosto de 2006

Chega




Difícil é mover os lábios
contigo tão perto.
Foco difuso
não há distância certa
nem olhar errante
que faça entrar.
Vai de um lado a outro,
a menina cai
ali onde está tua boca
Fácil, fácil, o beijo sai.

Escape

O que se acaba
e o que não se apaga
segue em frias frestas
ou se esmaga


O que se rouba
e o que não se leva
enfia-se em finas fendas
ou se ataca


O que se esconde
e o que não se vela
cai em fundas fontes
ou se encarde

O que se estranha
e o que não se altera
fica em fracos fios
ou se quebra

3 de agosto de 2006

Cómo hacerse

.
.
Cuánto cuesta un cuerpo nuevo?

Con cuánto timepo se hace una ciudad?

Cuántas vueltas da el carril del tren?

Que vuelo se alza para irse, podiendo regresar?

Cuántos años están contenidos nel mar?

Cual es la duración de un regreso?

Cuánto regresa el encuentro?
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Una miqueta.
Dos T-10 valen un helado.

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31 de julho de 2006

Mlg e Brcln

mcnlsjaeh oruvhksajhdvi ukvhkjhv iurhe kjhv iurh fçaihfd çoaeuifh shidf lksdhg leur jkbkaj fuklah kjh vlkh lfkuhe rlfkuhruilfhlkjhvl alkrufhkjhd lvkjahklgjha gkjhgl kuahgliukahrl glkaurhglkjahr lkjhlkjfhdglkbnvuirh vlkudrhlvkjhr lkudrhl rku khv lkur vk vlkurhvkluhelrkv lk lkruhlkeguh l lkurh glkurh glkhuvleu slkg slkuh slkuhs rlkugh rlkuh lskudfh glkuhr lkudh ldkufhv lkdufh lkud fkuhdklfuh lidhbybcliuqpvkv n ueh lkfjdh ksuhdflksdfvkhngcakbliubliurhwbeliqbr qrlui hlkghbnglquhg uh rt mrnjkrtkju,t bhbjhfre mjhfuhb,dkiubghfdmjkbgh ,sbgvf mjnsvdg msjuhvgfr,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,bvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvyk ,ki,kiyfffffffffff jujjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjccccccccccccccssssssssssss kmbrtoaepaaabaaaaaaaaaaaaaaa
(o ruim é que roubaram a minha máquina digital com quatro dias de idade. joder.)

20 de julho de 2006

Tots movem Barcelona

Deixe seu recado que entrarei em contato a partir do mês que vem.

15 de julho de 2006

da série ralé - III

*
acorda na rua
vê-se furo
fulo, inapto
compactua
em roubo, em rapto
cospe um quase eu em trapo
pseudo-compacto
tapa-se, nulo
espera
encara, fraco
dispara-dor
espara-drapo

*

13 de julho de 2006

Tendência atual

paulinha diz:
pouco sol
paulinha diz:
pouco tempo de sol
paulinha diz:
pouco tempo pra pegar sol
paulinha diz:
pouco sal

Quanto vale ou é por quilo?

.
.
A eu que queria ser hoje é a que vive em Barcelona, mora num piso no Born, estuda artes plásticas, faz topless, tem cabelo bem curtinho e é solteira.
.
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10 de julho de 2006


fui,
fez,
festa,
fumo,
fute,
fogo,
forte,
fundo,
feliz.

foto?

fim.
- fica!
faltou.


)façamos de novo(

6 de julho de 2006

Ali na esquina tem um orelhão

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Eu não tenho mais telefone fixo.
Só o móvel.
O móvel continua comigo, mas o fixo eu ainda não sei qual vai ser.
Tem um que é fixo mas é móvel, que é pela internet. Levo pra onde eu for.
Fixo: não muda o número.
Móvel: é só conectar no cabo da internet, onde quer que eu more.
Mas esse número daqui eu mudo.
Não o móvel.
Tem um que é fixo, mas paga mais caro, não conecta na internet.
Precisaria de uma casa fixa.
Eu não tenho casa.
Tenho uma há vinte e quatro anos. Mas vou mudar o número.
(O fixo. O imóvel.)

*

Móvel: o computador continua comigo, levo pra onde eu for.
É só conectar na tomada da sala, onde quer que eu more.
Fixo: o imóvel muda o número, mas eu ainda não sei qual vai ser.
Tem um que é fixo mas é móvel, que é pela internet. Já vi as fotos.
Falta vender esse meu, que é fixo mas é móvel, como toda vida.

*

Toda vida fixa.
Vida toda móvel.
Compro várias luminárias e finjo que compro uma cama.
Comprei uma passagem e fingi que comprei várias vidas.
Eu não tive casa. Aprendi a falar “mobile”, não tive telefone fixo.
Já vi as fotos, tive dois anos.
Me levava pra onde quer que eu ia, era só conectar no cabo da internet ou na tomada da sala.
Vim pra casa deste número fixar a vida. Tem dois anos.
Mas vou mudar.
(O fixo. O imóvel.)

*

Eu tenho uma vida há vinte e quatro anos, mas eu ainda não sei qual vai ser.

.
.
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1 de julho de 2006

Ele merece ganhar


vamo vamô tricolor

(ele faz querer que acabe a copa de uma vez pro brasileiro continuar)

28 de junho de 2006

Cenas de Mauá

"ãnh? foi aqui que eu aluguei um carro??"
*

"poção da Maromba"

*

"bah. mongolona demais."

*

"vamos tirar uma bem espontânea, aí tu não pisca."

*

"então aqui que é Mirantão..."

*

"que interessante: orquídeas selvagens"

*
"nhaaaammm. peixe com manga é tudo."

*


"olha mais um cachorro-do-mato ali!"

*
"Rosinha: patrimônio cultural de Maringá"

*


"vou tirar uma foto minha pra ti"

*

"eu também vou tirar uma minha pra ti"

24 de junho de 2006

Tô rouca...

... VOOOOOTAAAAAAA!

Essa banda é gala.
Aliás, quem quiser o CD, empresto. É embrulhar e levar.
Divulgo então:

"A Apanhador Só ficou entre as 5 bandas finalistas da região Sul no festival de bandas do Trama Univesitário que envolveu mais de 1700 bandas inscritas. Agora é o público que vota na banda vencedora!
Pra votar, clica no link que tá aí.
http://www.tramauniversitario.com.br/tuv2/enquete/cb/principal.jsp
Estamos no grupo de bandas do SUL. Pra quem já é cadastrado no site, é só fazer o login pra votar; pra quem não é, o cadastro é bem rápido e fácil de fazer (o site mesmo irá te direcionar ao cadastro) agradecemos desde já a ajuda de todos nesse momento importante pra banda. Abração!!!"

Grandes músicos, grandes pessoas que tão afim de investir nesta hitória. Conheço o guitarrista-e-às-vezes-vocalista, notável compositor. E a percussionista, uma figura, até bicicleta ela toca.

21 de junho de 2006

SagradoSocietydeSegunda


Depois de meses fingindo que sou casca e, especialmente, de passar o dia pisando torto ao cometer a burrice de usar sapato sem meia em dia de pegar ônibus,

finalmente tomei uma providência.

Passei na farmácia e comprei um excelente kit anti-bolhas-e-unhas-quebradas. Aê, gurias do Sagrado, anotem o que o kit inclui:

- um rolo de esparadrapos;
- um rolo de micropore;
- um pacote de band-aid;
- um pacote de algodão;
- um vidro de mertiolate ou spray anti-séptico;

- uma agulha de costura (que eu já tinha em casa).

PS¹: Jogar com duas meias ajuda.
PS²: Comprar chuteiras por mais de trinta e quatro reais no centro certamente também.
PS³: Não pensem que na sacolinha também não vieram dois vidros de esmalte e um shampoo. Ora bolas.