19 de março de 2007

Boiar



Nada como nadar como se nada se fosse dar.

Danar-se-á quando na cama nanar.
Dá na mesma como há ar.

Não se dar: em-si-mesmar.
Se der como queijo como fosse manjar.
Nado de nada: arquejar.


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Tem que ser muito homem

Let´s cherish them by singging along:


Ouuuuuuuuu you never do...
There´s a Brokeback you´ll never do...
Ouuuuuuuu don´t be a fool...
There´s a light on
Just light me on
Carlton mint
Free your mind
Come to the tent
Gonna be your friend
Don´t be cold
Just be cool
Ouuuuuuuuuuu just me and youuuuuuu...
Ellie Del Mar
Dont´go too far
Gonna eat your coo...
Oouuuuuuuuuuuuuu you never do...
Ouuuuuuuuu we girls love you two...
Don´t be afraid
It´s gonna be alright
Jack come back
Why can´t you look at
It´s Carlton mint
And Marlboro light
Saturday night
Ouuuuuuu you never do...

13 de março de 2007

Aeroportar

O aeroporto é o meu lugar.
Já não consigo mais me enganar fingindo esquecer se pro embarque se sobe ou se desce a lomba, sé é mais rápido pegar a perimetral ou a Assis Brasil às seis da tarde, se estaciono ou não estaciono na faixa amarela mais à frente das portas automáticas, qual delas é a mais perto da WebJet. Já é déjà vu o que eu vejo no caminho do carro até o embarque: carros mal-estacionados, vagas enormes, famílias olhando aviões, piso cinza, guardinha terceirizado, vira à esquerda, ar condicionado, loja de produtos gauchescos caríssimos, loja da TAM, olha o relógio, fila de embarque: TAM, GOL, WebJet, Ocean Air, Varig, Aerolíneas.

Tem tempo antes do embarque, né? Caminha mais. Loja sempre fechada da Aerolíneas, livraria iluminada, engraxates (que coisa mais horrível), gira pra esquerda, escada rolante. Pão de queijo a R$1,50 à esquerda, Big Pastel ou Cia. das Pizzas à direita ou Mc à frente? Neste andar também tem cinema. E TV. E um buffet a kilo na outra ponta, onde a maioria dos funcionários das cias. aéreas comem. Melhor fazer câmbio no primeiro andar, e não no BB daqui. Pelo menos hoje me espantei: o Big Pastel agora é Cenoura - dobro do preço, metade do tamanho. Too bad.

Desce, beijo, abraço, embarque. Mais uma vez alguém vai. E abana, abana, abana, até o abano ficar desgastado e ridículo, mas continua-se abanando, como se isso impedisse que a criatura desaparecesse portões adentro.

Ou então se vai pela rampa debaixo, em outro déjà vu: tela de letras vermelhas, atrasou de novo, olha o relógio, vai pro vidro, olha direto na escada que traz quem chega lá dos fingers. Chega, abana, abana, abana, até o abano desgastar, abana mais com aquele sorriso, como se o abano fosse pagar as malas que estão monotonamente girando na esteira. Sai, abraço, beijo, tranca o caminho, tira o carrinho da frente, olha as outras pessoas, agora sim, e aí? fez boa viagem?

Isso quando não sou eu quem embarca e desembarca.
Já estou pensando em fazer o minicurso de aeromoça. Botar sapato de dança de salão, gel, rede e batom vermelho, quem sabe me divertir. De repente falar pra Infraero fazer mais exposições artísticas no saguão. Tirar aqueles caras do "um brinde pra senhora!".

Ou sei lá, colocar um consultório psicológico ao lado do dentário ou do Espaço Multireligioso: "terapia de casal; síndrome da migração; depressão; abandono; aerofobia; ansiedade; tratamento da falta." E tentar transformar o sintoma em saudade, essa palavra tão bonita.

7 de março de 2007

fimdimundonogelodefogo

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fui-me indo lindo.....lindando a senhora ela terra afora........chão de vento ventando sem tampo sem hora............ora, que lindo indo sendo aberto e o fora agorando não findo.......vou-me embora.......tempando tempo que tem a fitar o fim......que no mar se escora
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29 de janeiro de 2007

Teve muita toga

Feliz, feliz, feliz!!!!

Com os Hausen Mizoguchi & agregados


Ô sogrinha psi...


Ô muchi! Primeira psicóloga que eu conheci.


Esse aí eu peguei na saída da colação. Gatão, né?





Sobreinvertendo

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VAMOS CARIENÍVORABAILIMOCRATIZAR ISSO AQUI!
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Teve muita champanhe e ceva

...conforme demonstrado pela Carol, por exemplo.

E por esses dedinhos pra cima.


Eis Os Barbudos & As Moças. Capa do primeiro disco.


Momento brincar de roda.


O riso é tão largo que ozóinho fecham.


Beats on the dance floor... Dani só no ombrinho.


Ó! Que coisa linda! No queijinho! Até combinar, combinou.
(Excluí a da bunda, tá?).


Iiiiiiriiiii!!!! Todo mundo no copinho plástico. Observem Gordo empinando o seu.


Gatíssimas e chiquérrimas, Xuxu e Berdani, hold on to your glass!


Quer mais sex appeal do que isso?????


Casal colírio. Alice e a traiçoeira champa. Booooooze!


Daninha em perfeita tradução do que as máscaras propunham.

24 de janeiro de 2007

Teve muito beijo

Decoradora de festa mais criativa e gata que já conheci.

Ui, coisa boa.


Cunhado mais inteligente e gato que já conheci.

Cunhado mais inteligente e gato que já conheci.

Foto tirada por Iuri (e seu gosto pela imprevisibilidade que gera caretas horrorosas).


É carnaval! Pegação!

Mãe e vizinha de placenta, as mais amadas e gatas que alguém pode ter.


Um baita presente, em momento mais clímax impossível.

Observe Biró com máscara cantando.

Observe Petry fazendo biquinho.

Observe Julia empolgada.

(Sorrisos plenamente normais de Guto e Camila. Nada a observar).

4 de janeiro de 2007

Vertigem




Estica e puxa. Casamentos, formaturas, festas de fim de ano.

Quando a gente acha que entrou de férias e que tudo vai passar como debaixo d´água, mais lento, mais leve, mais refrescante, mais tranquilo... lá vamos nós com reuniões, entrevistas, dietas, roupas, orçamentos, presentes, gráficas, balanços, contas, trocas, beijos, lágrimas, fogos, figas, finais.

E aí, quando a gente acha que acabou, tudo começa.

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Ano de 2007: ímpar. Regido por Júpiter, o planeta exagerado do Sagitário. Tempos de sonhar e conquistar. Expandir. Ano sem copa, sem eleições. Calendário bonitaço pendurado na parede, como o de 2005. Sem mais estágios, estudos, estantes e estórias. Mais planos, pontes, pontas, portas.

Começo de ano, ano de começo.

Muito exagero a todos, pois.

26 de dezembro de 2006

Petita

saiba: todo mundo foi neném.

18 de dezembro de 2006

Elaborando

Não escondo, digo com a cara-de-pau que tenho: acordei cedo, botei meu manto sagrado, fiz um mate e sequei. Sequei, sequei, sequei. Porque me lembro dos colorados gastando a maior grana pra comprar camisetas do Ajax antes do nosso jogo do mundial. E secar. Ali acabou minha ilusão de que "gaúchos torciam pra gaúchos".
E vi o jogo com nojo. Me invadiu a sensação da copa: um time de futebol carioca, cheio de toques e firulas e soberba. Ah, mas que arrogância. Estranhei muito o Ronaldinho, que nunca olhou pra trás sequer pra agradecer o time que o projetou - um time campeão do mundo! -, dizendo na imprensa que seria vaiado, pois todos sabem que ele "é gremista". Que legal, usar o nome do Grêmio justo agora, a uma semana da premiação dos melhores jogadores do mundo, não? E tomou-lhe nos dedos. Todos os arrogantes do Barça tomaram. E Ronaldinho vai seguir ganhando rios de dinheiro e comprar casas e mulheres e até seus passes. Mas seu time não é campeão do mundo.
Eu não minto: chorei. Chorei a fu, e de raiva, vou dizer que não? Um colorado choraria também. Só depois da pura emoção é que se pode pensar. Robertinha, Iacã, Danilo, Petry, Danichi... sabem isso de viver o futebol assim na veia. Alguém me disse que era ser criança sofrer por isso. Que seja ser criança! Ser criança é bom. Chorar de emoção porque subiu da segundona pra primeira com 7 em campo, chegar em terceiro no campeonato brasileiro no ano seguinte. Achar graça que colorados, vejam, com o maior título na mão!!!, ainda fazem referência ao Grêmio. É, não adianta: o que seria de um sem o outro? Que graça teria? hahahahhaha...
O Inter ganhou à la Grêmio: com humildade, sem estrelas, mas com vontade de ganhar. O futebol hispano-carioca perdeu pro futebol portenho-gaúcho. Mais uma vez.
E o time-do-corpo-sem-órgãos-do-capital mostrou seu furo. Ainda bem.
Porque o uniforme do Barça deve custar um absurdo, o corte de cabelo do Ronaldinho também. Mas ser campeão do mundo, ah, isso não tem preço.

Então que venham as forças. E os reforços. Que venha um ano de gaúchos raçudos na Libertadores. Ai ai ai, que cheiro de disputa boa.

E que venha o nosso tri-bi.

14 de dezembro de 2006

modular

de tanto vento, paira.
observa quase levitante a batalha à sua volta.
corpos. olhos. cotovelos. cantos de olhos. cantos.
gira tangenciando durezas, amolecendo o chão.
seu chão, pode dizer.
em dança inventada à medida que dança.
seu corpo, pode dizer.
em curvas inventadas à medida que ama.
e ama, ama, ama. dilata a gama
do que é sensível.
leva o sangue a órgãos de prazer e deixa passar.
desfaz-se de órgãos em nome da leveza de insustentavelmente ser.
não mais é - está.
mescla os movimentos em nome da certeza de quase vir a ser.
não mais gruda - desliza.
passeia Dionisa por peles molhadas. as molha.
tudo o que toca, vibra.


desde aquele dia em que vestiu-se de poesia, é bem mais feminina.

11 de dezembro de 2006

To be or not to be

Miranda come, sabe-se lá, farelos de pão com alho? Lígia tira o chapéu pro Enzo.

Enzo não entendendo o que esse enorme bebê faz no colo da sua mãe, ora bolas.


O carioca até que tira uma onda de gaudério.


É bem interessante, os gaúchos têm uma comida que eles fazem cravada em espadas.


Suspende a ceva (dos dois)!


Os pequeninos Enzo e Miranda em sua casinha. Que amor.

Sim, te entendo, Vinicius...

É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração

Mas pra fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão, não se faz um samba não

Senão é como amar uma mulher só linda
E daí?
Uma mulher tem que ter
Qualquer coisa além de beleza
Qualquer coisa de triste
Qualquer coisa que chora
Qualquer coisa que sente saudade
Um molejo de amor machucado
Uma beleza que vem da tristeza
De se saber mulher
Feita apenas para amar
Para sofrer pelo seu amor
E pra ser só perdão

Fazer samba não é contar piada
E quem faz samba assim não é de nada
O bom samba é uma forma de oração

Porque o samba é a tristeza que balança
E a tristeza tem sempre uma esperança
A tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste não

Feito essa gente que anda por aí
Brincando com a vida
Cuidado, companheiro!A
vida é pra valer
E não se engane não, tem uma só
Duas mesmo que é bom
Ninguém vai me dizer que tem
Sem provar muito bem provado
Com certidão passada em cartório do céu
E assinado embaixo: Deus
E com firma reconhecida!
A vida não é brincadeira, amigo
A vida é arte do encontro
Embora haja tanto desencontro pela vida
Há sempre uma mulher à sua espera
Com os olhos cheios de carinho
E as mãos cheias de perdão
Ponha um pouco de amor na sua vida
Como no seu samba
Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba, não

Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração

Eu, por exemplo, o capitão do matoVinicius de Moraes
Poeta e diplomata
O branco mais preto do Brasil
Na linha direta de Xangô, saravá!

Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba, não

Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração

3 de dezembro de 2006

Falando em lindas...

29 de novembro de 2006

Genero(s)idade



Pois faça-se, então.
Sem olho, sem discussão.
Vai, varão.
Extingüe-se a escuta, exacerba-se o palavrão?
Pois bem, sabes o que sabes, encerrada a questão.

Mas e se uma vírgula desliza ali pro meio?
E se neste lugar de verbo faz-se um seio?
Se por acaso vê-se no )não( um cheio?

Sabe-se lá, rapaz. O acaso apenas flutua.
Sei aqui, quer saber. A aposta deveras pontua.
Afirmo então parada. Espero. Sem saia, sem trapos, sem medos: nua.

Pois faça-se, ora.
De delicadeza cruel e paciência plácida, miro. Ainda não é hora.
Segura-te em teu pilar firme e mantém-te, agora.

Em um tempo ímpar, terás teu signo. E o vazio. Que pena.
Em curvas envolventes verás elo que concatena.
É então que o caos, aí mesmo, estará em cena.

antropofagia

linda, linda, linda.
argumento fraco contra mim mesma.
nada de nuances femininos, e sim curvas de Masoch.
não curvas, cantos. fechados. quinas.
textura côncava, pegajosa de fluídos nada fluídos. são secos. e grudam.
nada de sorte, nada de "forte!", nada de forca também.
limbo.
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linda, linda, linda.
mais de espelho, mais estilhaço, mais de palhaço.
tecitura curta, tosca, frígida. frígida do novo.
donde fazer sair uma larva? (uma explosão, por favor! )
lava! leve! livre! linda?
.
linda, linda, linda.
linda não: quente. efervescente. efemeramente mente.
sim, mente, mente, mente, mente mentementemente
mentira que mentem. mentira que me tem. mentira que me mantém.
(um ovo, por favor! um corpo, por favor!)
que me meta para fora da beleza verídica.
inegável beleza desvalida de si.
é de cobertura convexa que preciso me revestir.
e de pensamento complexo, me nutrir.
e abrir. é necessário e urgente abrir-me. escalpelar-me. puxar todo e cada fio de pêlo.
sem dor, nada disso. é troca de pele. tendência animal.
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ora, FEIA, quero.
mas feia com veia.

25 de novembro de 2006

Começou o kerb

Aniversário que é bom tem no mínimo 3 dias de duração. Meia-noite de 23 era apenas o ensaio:
em luzes quentes do oito e meia

ao buscar o material no carro

eita pose!

era a ponta dos meus pés que tinham que aparecer? pra quê mesmo?

com os garotos (Danichi jogando um tenizinho contra o Leco), enquanto o DAP pega fogo ao fundo e Caetano tenta ver o que se passa ao seu redor, de modo geral. careca do Peck no detalhe.


argumentação à qual o Petry parece não estar prestando atenção


tentativa fracassada da Julia tirar foto com o Danichi. tadinha, olha a felicidade dela...


ãnh?


agora sim, eu toda feliz e a Julia bem distraída, droga!

23 de novembro de 2006

De Aires, lo Bueno

las empanadas

los pibes y las franjas


las madres de mayo

saludddddd


stencils y chicos guapos

el tango, la parrilla, la Quilmes


el dulce de leche


ella, otra vez


lo de tomar y amar (lo de Roberto)