29 de janeiro de 2007
24 de janeiro de 2007
Teve muito beijo
Cunhado mais inteligente e gato que já conheci.
Cunhado mais inteligente e gato que já conheci.
Foto tirada por Iuri (e seu gosto pela imprevisibilidade que gera caretas horrorosas).
É carnaval! Pegação!
Mãe e vizinha de placenta, as mais amadas e gatas que alguém pode ter.
Um baita presente, em momento mais clímax impossível.
Observe Biró com máscara cantando.
Observe Petry fazendo biquinho.
Observe Julia empolgada.
(Sorrisos plenamente normais de Guto e Camila. Nada a observar).
4 de janeiro de 2007
Vertigem

Estica e puxa. Casamentos, formaturas, festas de fim de ano.
Quando a gente acha que entrou de férias e que tudo vai passar como debaixo d´água, mais lento, mais leve, mais refrescante, mais tranquilo... lá vamos nós com reuniões, entrevistas, dietas, roupas, orçamentos, presentes, gráficas, balanços, contas, trocas, beijos, lágrimas, fogos, figas, finais.
E aí, quando a gente acha que acabou, tudo começa.
*
Ano de 2007: ímpar. Regido por Júpiter, o planeta exagerado do Sagitário. Tempos de sonhar e conquistar. Expandir. Ano sem copa, sem eleições. Calendário bonitaço pendurado na parede, como o de 2005. Sem mais estágios, estudos, estantes e estórias. Mais planos, pontes, pontas, portas.
Começo de ano, ano de começo.
Muito exagero a todos, pois.
18 de dezembro de 2006
Elaborando
E vi o jogo com nojo. Me invadiu a sensação da copa: um time de futebol carioca, cheio de toques e firulas e soberba. Ah, mas que arrogância. Estranhei muito o Ronaldinho, que nunca olhou pra trás sequer pra agradecer o time que o projetou - um time campeão do mundo! -, dizendo na imprensa que seria vaiado, pois todos sabem que ele "é gremista". Que legal, usar o nome do Grêmio justo agora, a uma semana da premiação dos melhores jogadores do mundo, não? E tomou-lhe nos dedos. Todos os arrogantes do Barça tomaram. E Ronaldinho vai seguir ganhando rios de dinheiro e comprar casas e mulheres e até seus passes. Mas seu time não é campeão do mundo.
Eu não minto: chorei. Chorei a fu, e de raiva, vou dizer que não? Um colorado choraria também. Só depois da pura emoção é que se pode pensar. Robertinha, Iacã, Danilo, Petry, Danichi... sabem isso de viver o futebol assim na veia. Alguém me disse que era ser criança sofrer por isso. Que seja ser criança! Ser criança é bom. Chorar de emoção porque subiu da segundona pra primeira com 7 em campo, chegar em terceiro no campeonato brasileiro no ano seguinte. Achar graça que colorados, vejam, com o maior título na mão!!!, ainda fazem referência ao Grêmio. É, não adianta: o que seria de um sem o outro? Que graça teria? hahahahhaha...
O Inter ganhou à la Grêmio: com humildade, sem estrelas, mas com vontade de ganhar. O futebol hispano-carioca perdeu pro futebol portenho-gaúcho. Mais uma vez.
E o time-do-corpo-sem-órgãos-do-capital mostrou seu furo. Ainda bem.
Porque o uniforme do Barça deve custar um absurdo, o corte de cabelo do Ronaldinho também. Mas ser campeão do mundo, ah, isso não tem preço.
Então que venham as forças. E os reforços. Que venha um ano de gaúchos raçudos na Libertadores. Ai ai ai, que cheiro de disputa boa.
E que venha o nosso tri-bi.
14 de dezembro de 2006
modular
observa quase levitante a batalha à sua volta.
corpos. olhos. cotovelos. cantos de olhos. cantos.
gira tangenciando durezas, amolecendo o chão.
seu chão, pode dizer.
em dança inventada à medida que dança.
seu corpo, pode dizer.
em curvas inventadas à medida que ama.
e ama, ama, ama. dilata a gama
do que é sensível.
leva o sangue a órgãos de prazer e deixa passar.
desfaz-se de órgãos em nome da leveza de insustentavelmente ser.
não mais é - está.
mescla os movimentos em nome da certeza de quase vir a ser.
não mais gruda - desliza.
passeia Dionisa por peles molhadas. as molha.
tudo o que toca, vibra.
desde aquele dia em que vestiu-se de poesia, é bem mais feminina.
11 de dezembro de 2006
To be or not to be
Sim, te entendo, Vinicius...
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração
Mas pra fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão, não se faz um samba não
Senão é como amar uma mulher só linda
E daí?
Uma mulher tem que ter
Qualquer coisa além de beleza
Qualquer coisa de triste
Qualquer coisa que chora
Qualquer coisa que sente saudade
Um molejo de amor machucado
Uma beleza que vem da tristeza
De se saber mulher
Feita apenas para amar
Para sofrer pelo seu amor
E pra ser só perdão
Fazer samba não é contar piada
E quem faz samba assim não é de nada
O bom samba é uma forma de oração
Porque o samba é a tristeza que balança
E a tristeza tem sempre uma esperança
A tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste não
Feito essa gente que anda por aí
Brincando com a vida
Cuidado, companheiro!A
vida é pra valer
E não se engane não, tem uma só
Duas mesmo que é bom
Ninguém vai me dizer que tem
Sem provar muito bem provado
Com certidão passada em cartório do céu
E assinado embaixo: Deus
E com firma reconhecida!
A vida não é brincadeira, amigo
A vida é arte do encontro
Embora haja tanto desencontro pela vida
Há sempre uma mulher à sua espera
Com os olhos cheios de carinho
E as mãos cheias de perdão
Ponha um pouco de amor na sua vida
Como no seu samba
Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba, não
Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração
Eu, por exemplo, o capitão do matoVinicius de Moraes
Poeta e diplomata
O branco mais preto do Brasil
Na linha direta de Xangô, saravá!
Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba, não
Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração
3 de dezembro de 2006
29 de novembro de 2006
Genero(s)idade

Pois faça-se, então.
Sem olho, sem discussão.
Vai, varão.
Extingüe-se a escuta, exacerba-se o palavrão?
Pois bem, sabes o que sabes, encerrada a questão.
Mas e se uma vírgula desliza ali pro meio?
E se neste lugar de verbo faz-se um seio?
Se por acaso vê-se no )não( um cheio?
Sabe-se lá, rapaz. O acaso apenas flutua.
Sei aqui, quer saber. A aposta deveras pontua.
Afirmo então parada. Espero. Sem saia, sem trapos, sem medos: nua.
Pois faça-se, ora.
De delicadeza cruel e paciência plácida, miro. Ainda não é hora.
Segura-te em teu pilar firme e mantém-te, agora.
Em um tempo ímpar, terás teu signo. E o vazio. Que pena.
Em curvas envolventes verás elo que concatena.
É então que o caos, aí mesmo, estará em cena.
antropofagia
25 de novembro de 2006
Começou o kerb
ao buscar o material no carro
eita pose!
era a ponta dos meus pés que tinham que aparecer? pra quê mesmo?
com os garotos (Danichi jogando um tenizinho contra o Leco), enquanto o DAP pega fogo ao fundo e Caetano tenta ver o que se passa ao seu redor, de modo geral. careca do Peck no detalhe.
argumentação à qual o Petry parece não estar prestando atenção
tentativa fracassada da Julia tirar foto com o Danichi. tadinha, olha a felicidade dela...
ãnh?
23 de novembro de 2006
De Aires, lo Bueno
11 de novembro de 2006
Desvio
espixa
capricha
inventa
critica
e conta pra nóis
a palavra que tu montou
com os pedaços roubados
dos certos
dos errados
dos burros iletrados
e chatos formatados
e também dos flutuantes
chapados delirantes
poetas atuantes
que pontua
e que escorre.
Estica
complica
de repente simplifica:
palavra-resistência
verbo-passagem
ao que é sujo
ao que é cujo.
Fujo de quem?
Foge também?
Fogo de alguém?
Fala do além?
Fuga do bem: sai
de perto da maiúscula
do nome prórpio
o-do-pai
o-do-pa-do
o-do-pas
quali
logo ali.
Linha de fuga.
Frágil homem gelado
energumeno cogumelo
exagerado e madrugal
Bah!
sete horas é fatal.
(Mas conta aí, que aula é a tal?)
3 de novembro de 2006
Preciso escrever hoje
27 de outubro de 2006
PS
marasmo.
ninguém mais atualiza blogs.
será o calor?
(sempre tem coisa mais interessante pra fazer, e na rua, do que ficar narcísicamente escrevendo-se)
será o fim do ano?
(sempre tem coisa mais útil pra fazer, e no word, em época de finais de prazos, entregas, mudanças sub-e-ou-ob-jetivas)
será a preguiça?
(sempre tem coisa mais simples pra fazer, e seja aonde for, do que incrementar suas janelas para o mundo virtual)
tomara que sejam os encontros. tomara que seja uma nova fase na qual não se muda o html, e sim o amigo que se vai conhecer. tomara que todo mundo esteja pensando "os blogs são um saco". tomara que todo mundo esteja tomando mais cerveja, jogando mais futebol, pintando mais quadros, lendo mais livros, sujando mais as mãos, melando mais as bocas, cortando mais os cabelos. tomara que todo mundo esteja se inventando mais de outras formas.
tomara que não leiam mais esse post.
17 de outubro de 2006
14 de outubro de 2006
13 de outubro de 2006
4 de outubro de 2006
Cinema, praia e futebol

Bem melhor do que eu pensava. Consegue dar vontade de ser rica e chique ao mesmo tempo em que dá orgulho de não ser corrompida por este cruel e superficial mundo. Me inspirei por um dia, usando vermelho, preto, branco e provando um vestido de dois mil reais. No dia seguinte já estava lá eu, chorando ao ler o ECA.


































