29 de janeiro de 2007

Teve muita champanhe e ceva

...conforme demonstrado pela Carol, por exemplo.

E por esses dedinhos pra cima.


Eis Os Barbudos & As Moças. Capa do primeiro disco.


Momento brincar de roda.


O riso é tão largo que ozóinho fecham.


Beats on the dance floor... Dani só no ombrinho.


Ó! Que coisa linda! No queijinho! Até combinar, combinou.
(Excluí a da bunda, tá?).


Iiiiiiriiiii!!!! Todo mundo no copinho plástico. Observem Gordo empinando o seu.


Gatíssimas e chiquérrimas, Xuxu e Berdani, hold on to your glass!


Quer mais sex appeal do que isso?????


Casal colírio. Alice e a traiçoeira champa. Booooooze!


Daninha em perfeita tradução do que as máscaras propunham.

24 de janeiro de 2007

Teve muito beijo

Decoradora de festa mais criativa e gata que já conheci.

Ui, coisa boa.


Cunhado mais inteligente e gato que já conheci.

Cunhado mais inteligente e gato que já conheci.

Foto tirada por Iuri (e seu gosto pela imprevisibilidade que gera caretas horrorosas).


É carnaval! Pegação!

Mãe e vizinha de placenta, as mais amadas e gatas que alguém pode ter.


Um baita presente, em momento mais clímax impossível.

Observe Biró com máscara cantando.

Observe Petry fazendo biquinho.

Observe Julia empolgada.

(Sorrisos plenamente normais de Guto e Camila. Nada a observar).

4 de janeiro de 2007

Vertigem




Estica e puxa. Casamentos, formaturas, festas de fim de ano.

Quando a gente acha que entrou de férias e que tudo vai passar como debaixo d´água, mais lento, mais leve, mais refrescante, mais tranquilo... lá vamos nós com reuniões, entrevistas, dietas, roupas, orçamentos, presentes, gráficas, balanços, contas, trocas, beijos, lágrimas, fogos, figas, finais.

E aí, quando a gente acha que acabou, tudo começa.

*

Ano de 2007: ímpar. Regido por Júpiter, o planeta exagerado do Sagitário. Tempos de sonhar e conquistar. Expandir. Ano sem copa, sem eleições. Calendário bonitaço pendurado na parede, como o de 2005. Sem mais estágios, estudos, estantes e estórias. Mais planos, pontes, pontas, portas.

Começo de ano, ano de começo.

Muito exagero a todos, pois.

26 de dezembro de 2006

Petita

saiba: todo mundo foi neném.

18 de dezembro de 2006

Elaborando

Não escondo, digo com a cara-de-pau que tenho: acordei cedo, botei meu manto sagrado, fiz um mate e sequei. Sequei, sequei, sequei. Porque me lembro dos colorados gastando a maior grana pra comprar camisetas do Ajax antes do nosso jogo do mundial. E secar. Ali acabou minha ilusão de que "gaúchos torciam pra gaúchos".
E vi o jogo com nojo. Me invadiu a sensação da copa: um time de futebol carioca, cheio de toques e firulas e soberba. Ah, mas que arrogância. Estranhei muito o Ronaldinho, que nunca olhou pra trás sequer pra agradecer o time que o projetou - um time campeão do mundo! -, dizendo na imprensa que seria vaiado, pois todos sabem que ele "é gremista". Que legal, usar o nome do Grêmio justo agora, a uma semana da premiação dos melhores jogadores do mundo, não? E tomou-lhe nos dedos. Todos os arrogantes do Barça tomaram. E Ronaldinho vai seguir ganhando rios de dinheiro e comprar casas e mulheres e até seus passes. Mas seu time não é campeão do mundo.
Eu não minto: chorei. Chorei a fu, e de raiva, vou dizer que não? Um colorado choraria também. Só depois da pura emoção é que se pode pensar. Robertinha, Iacã, Danilo, Petry, Danichi... sabem isso de viver o futebol assim na veia. Alguém me disse que era ser criança sofrer por isso. Que seja ser criança! Ser criança é bom. Chorar de emoção porque subiu da segundona pra primeira com 7 em campo, chegar em terceiro no campeonato brasileiro no ano seguinte. Achar graça que colorados, vejam, com o maior título na mão!!!, ainda fazem referência ao Grêmio. É, não adianta: o que seria de um sem o outro? Que graça teria? hahahahhaha...
O Inter ganhou à la Grêmio: com humildade, sem estrelas, mas com vontade de ganhar. O futebol hispano-carioca perdeu pro futebol portenho-gaúcho. Mais uma vez.
E o time-do-corpo-sem-órgãos-do-capital mostrou seu furo. Ainda bem.
Porque o uniforme do Barça deve custar um absurdo, o corte de cabelo do Ronaldinho também. Mas ser campeão do mundo, ah, isso não tem preço.

Então que venham as forças. E os reforços. Que venha um ano de gaúchos raçudos na Libertadores. Ai ai ai, que cheiro de disputa boa.

E que venha o nosso tri-bi.

14 de dezembro de 2006

modular

de tanto vento, paira.
observa quase levitante a batalha à sua volta.
corpos. olhos. cotovelos. cantos de olhos. cantos.
gira tangenciando durezas, amolecendo o chão.
seu chão, pode dizer.
em dança inventada à medida que dança.
seu corpo, pode dizer.
em curvas inventadas à medida que ama.
e ama, ama, ama. dilata a gama
do que é sensível.
leva o sangue a órgãos de prazer e deixa passar.
desfaz-se de órgãos em nome da leveza de insustentavelmente ser.
não mais é - está.
mescla os movimentos em nome da certeza de quase vir a ser.
não mais gruda - desliza.
passeia Dionisa por peles molhadas. as molha.
tudo o que toca, vibra.


desde aquele dia em que vestiu-se de poesia, é bem mais feminina.

11 de dezembro de 2006

To be or not to be

Miranda come, sabe-se lá, farelos de pão com alho? Lígia tira o chapéu pro Enzo.

Enzo não entendendo o que esse enorme bebê faz no colo da sua mãe, ora bolas.


O carioca até que tira uma onda de gaudério.


É bem interessante, os gaúchos têm uma comida que eles fazem cravada em espadas.


Suspende a ceva (dos dois)!


Os pequeninos Enzo e Miranda em sua casinha. Que amor.

Sim, te entendo, Vinicius...

É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração

Mas pra fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão, não se faz um samba não

Senão é como amar uma mulher só linda
E daí?
Uma mulher tem que ter
Qualquer coisa além de beleza
Qualquer coisa de triste
Qualquer coisa que chora
Qualquer coisa que sente saudade
Um molejo de amor machucado
Uma beleza que vem da tristeza
De se saber mulher
Feita apenas para amar
Para sofrer pelo seu amor
E pra ser só perdão

Fazer samba não é contar piada
E quem faz samba assim não é de nada
O bom samba é uma forma de oração

Porque o samba é a tristeza que balança
E a tristeza tem sempre uma esperança
A tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste não

Feito essa gente que anda por aí
Brincando com a vida
Cuidado, companheiro!A
vida é pra valer
E não se engane não, tem uma só
Duas mesmo que é bom
Ninguém vai me dizer que tem
Sem provar muito bem provado
Com certidão passada em cartório do céu
E assinado embaixo: Deus
E com firma reconhecida!
A vida não é brincadeira, amigo
A vida é arte do encontro
Embora haja tanto desencontro pela vida
Há sempre uma mulher à sua espera
Com os olhos cheios de carinho
E as mãos cheias de perdão
Ponha um pouco de amor na sua vida
Como no seu samba
Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba, não

Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração

Eu, por exemplo, o capitão do matoVinicius de Moraes
Poeta e diplomata
O branco mais preto do Brasil
Na linha direta de Xangô, saravá!

Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba, não

Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração

3 de dezembro de 2006

Falando em lindas...

29 de novembro de 2006

Genero(s)idade



Pois faça-se, então.
Sem olho, sem discussão.
Vai, varão.
Extingüe-se a escuta, exacerba-se o palavrão?
Pois bem, sabes o que sabes, encerrada a questão.

Mas e se uma vírgula desliza ali pro meio?
E se neste lugar de verbo faz-se um seio?
Se por acaso vê-se no )não( um cheio?

Sabe-se lá, rapaz. O acaso apenas flutua.
Sei aqui, quer saber. A aposta deveras pontua.
Afirmo então parada. Espero. Sem saia, sem trapos, sem medos: nua.

Pois faça-se, ora.
De delicadeza cruel e paciência plácida, miro. Ainda não é hora.
Segura-te em teu pilar firme e mantém-te, agora.

Em um tempo ímpar, terás teu signo. E o vazio. Que pena.
Em curvas envolventes verás elo que concatena.
É então que o caos, aí mesmo, estará em cena.

antropofagia

linda, linda, linda.
argumento fraco contra mim mesma.
nada de nuances femininos, e sim curvas de Masoch.
não curvas, cantos. fechados. quinas.
textura côncava, pegajosa de fluídos nada fluídos. são secos. e grudam.
nada de sorte, nada de "forte!", nada de forca também.
limbo.
.
linda, linda, linda.
mais de espelho, mais estilhaço, mais de palhaço.
tecitura curta, tosca, frígida. frígida do novo.
donde fazer sair uma larva? (uma explosão, por favor! )
lava! leve! livre! linda?
.
linda, linda, linda.
linda não: quente. efervescente. efemeramente mente.
sim, mente, mente, mente, mente mentementemente
mentira que mentem. mentira que me tem. mentira que me mantém.
(um ovo, por favor! um corpo, por favor!)
que me meta para fora da beleza verídica.
inegável beleza desvalida de si.
é de cobertura convexa que preciso me revestir.
e de pensamento complexo, me nutrir.
e abrir. é necessário e urgente abrir-me. escalpelar-me. puxar todo e cada fio de pêlo.
sem dor, nada disso. é troca de pele. tendência animal.
.
ora, FEIA, quero.
mas feia com veia.

25 de novembro de 2006

Começou o kerb

Aniversário que é bom tem no mínimo 3 dias de duração. Meia-noite de 23 era apenas o ensaio:
em luzes quentes do oito e meia

ao buscar o material no carro

eita pose!

era a ponta dos meus pés que tinham que aparecer? pra quê mesmo?

com os garotos (Danichi jogando um tenizinho contra o Leco), enquanto o DAP pega fogo ao fundo e Caetano tenta ver o que se passa ao seu redor, de modo geral. careca do Peck no detalhe.


argumentação à qual o Petry parece não estar prestando atenção


tentativa fracassada da Julia tirar foto com o Danichi. tadinha, olha a felicidade dela...


ãnh?


agora sim, eu toda feliz e a Julia bem distraída, droga!

23 de novembro de 2006

De Aires, lo Bueno

las empanadas

los pibes y las franjas


las madres de mayo

saludddddd


stencils y chicos guapos

el tango, la parrilla, la Quilmes


el dulce de leche


ella, otra vez


lo de tomar y amar (lo de Roberto)

11 de novembro de 2006

Desvio

Pixa
espixa
capricha
inventa
critica
e conta pra nóis
a palavra que tu montou
com os pedaços roubados
dos certos
dos errados
dos burros iletrados
e chatos formatados
e também dos flutuantes
chapados delirantes
poetas atuantes
que pontua
e que escorre.
Estica
complica
de repente simplifica:
palavra-resistência
verbo-passagem
ao que é sujo
ao que é cujo.
Fujo de quem?
Foge também?
Fogo de alguém?
Fala do além?
Fuga do bem: sai
de perto da maiúscula
do nome prórpio
o-do-pai
o-do-pa-do
o-do-pas
quali
logo ali.
Linha de fuga.
Frágil homem gelado
energumeno cogumelo
exagerado e madrugal
Bah!
sete horas é fatal.
(Mas conta aí, que aula é a tal?)

3 de novembro de 2006

Preciso escrever hoje

inspira
ação
instiga
sente
pensa não
instável
sensação
respira
conspira
reforma
invenção
escreve
reage!
pira o cabeção!

27 de outubro de 2006

PS

acho que há uma praga correndo solta no blogger:
marasmo.
ninguém mais atualiza blogs.
será o calor?
(sempre tem coisa mais interessante pra fazer, e na rua, do que ficar narcísicamente escrevendo-se)
será o fim do ano?
(sempre tem coisa mais útil pra fazer, e no word, em época de finais de prazos, entregas, mudanças sub-e-ou-ob-jetivas)
será a preguiça?
(sempre tem coisa mais simples pra fazer, e seja aonde for, do que incrementar suas janelas para o mundo virtual)

tomara que sejam os encontros. tomara que seja uma nova fase na qual não se muda o html, e sim o amigo que se vai conhecer. tomara que todo mundo esteja pensando "os blogs são um saco". tomara que todo mundo esteja tomando mais cerveja, jogando mais futebol, pintando mais quadros, lendo mais livros, sujando mais as mãos, melando mais as bocas, cortando mais os cabelos. tomara que todo mundo esteja se inventando mais de outras formas.

tomara que não leiam mais esse post.

Casório




Mesmo que já tenha passado, insisto em divulgar. O dia mais lindo da pacata cidadezinha polonesa onde o casal mais aloprado que eu conheço se-juntou-se-os-trapo.
Eis o álbum das bodas.

17 de outubro de 2006

Com jovens, com Deleuze, comigo

.
.
.as dobras ali.ce.fazem.
.
.

14 de outubro de 2006

Tá chegando...

13 de outubro de 2006

Trabalhando duro


Saudade de Itacaré.

4 de outubro de 2006

Cinema, praia e futebol


Show de bandas pernambucanas no Circo Voador há dois finais de semana atrás.
Eddie fez a galera pular muito. Os caras são muito bons! Eletrônica, rock, sempre com o original Olinda style. Achamos os caras depois, pra comprar o CD, no qual me viciei.
Já nos arriamos: os caras tinham ido no jogo Grêmio X Náutico.
- Ah, aquele jogo foi o pior da minha vida!
- Hehehe... Mas escuta, vocês já tocaram alguma vez em Porto Alegre?
- Sim, tócamos num lugar que se chamava... Dóctor Jeckyll. Foi num tipo di um évento, a Segunda Maluca. Tócamos com uma outra banda... os Sub... Sub...
- Subtropicais?
- Isso mesmo! Conhêço o baixista dessa banda... como é o nóme dele... (fazendo movimentos com a mão no queixo, simulando uma barba)
- Er... o Brawl??? Tu conhece o Brawl??!!
- Isso mesmo!!! Muito genti fina!

Bem melhor do que eu pensava. Consegue dar vontade de ser rica e chique ao mesmo tempo em que dá orgulho de não ser corrompida por este cruel e superficial mundo. Me inspirei por um dia, usando vermelho, preto, branco e provando um vestido de dois mil reais. No dia seguinte já estava lá eu, chorando ao ler o ECA.
Deve ser as eleições.
Só pode ser as eleições.
OK, talvez também a TPM.