16 de novembro de 2009

do caco gago que não cai

carente de palavras cá estou.
catei cântaros, crônicas, cartas, cacos,
lá fora
e na caixola,
mas
catzo -
só construí caixões para crassos contos já cantados.
não sei mais cravejar letras no papel
(seria a vingança da inspiração, fudida, depois que não liguei pra ela?)
coisas.
catzo catzo. cu.
cá se foi o que tateei agora mesmo, e tentei tapear em texto na tela.
foi a vaca
pro brejo!
parece agora que entrei numa fase
f
f
fra
frase
que
cu
cu
pu
pu
putz
ao pensar, só gag-
-guejo.

13 de novembro de 2009

competitiva

update and go up!

12 de novembro de 2009

roubo 152748

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Muito já roubei de outros sites pra publicar aqui. Dessa vez não consegui copiar-colar, mas acessem link do nu-sol, núcleo de sociabilidade libertária de São Paulo, nos verbetes. Os caras mandam muito bem, mas podemos sempre polemizar só mais um pouquinho, pra radicalizar os radicais anarquistas...!
Escrevam cá comigo...
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4 de novembro de 2009

o tempo ainda não pára

violência no Rio e mais 40 mortos e direitos humanos e esquerda dura e academicismos e abrapso e praia e cor e ato público e rede para discussão da juventude e potência de vida e festa e amigos e bebida e drogas e apresentação e desempedrar e reuniões muitas reuniões e delicadeza e cuidado e mais cuidado de mim e unhas não feitas e UFF e bebês e arnaldo antunes e chico buarque e calor, muito calor, aqui no rio faz MUITO CALOR e juro que vi um termômetro que dizia hoje "38º"


quero mais calor humano
mais vida
queromais vida
mais vida
mais vida
mais vida

5 de outubro de 2009

O TEMPO NÃO PÁRA

tarefas da semana a serem organizadas em alguma ordem:

- imprimir minha cópia da dissertação
- idem minha orientadora
- falar com ela pra dizer que escrevi 40 páginas sem ela saber
- encadernar tais cópias, evidentemente
- fazer os pés
- idem as mãos
- depilar, já que a esperança é a última que morre de que dê praia
- ir ao centro comprar itens baratos importantes para a defesa
- comprar presente de aniversário para a minha mãe
- pensar restaurantes e lugares bacanas para ir com mãe marido de mãe vô mulher de vó e amiga minha
- providenciar táxis onde caiba uma galera
- mandar email convidando todo mundo pra defesa
- preparar duas aulas
- dar duas aulas
- preparar texto de apresentação da defesa
- lavar roupas e roupas de cama, afinal a minha mãe vai chegar
- comprar plantinhas novas, afinal a minha mãe vai chegar
- arrumar a casa, afinal a minha mãe vai chegar
- limpar a casa, afinal...
- providenciar uma câmera para filmar a defesa
- atender pacientes, ir a reuniões, ir a supervisões, à análise, enfim, a vida continua


Quem se lembrar de mais alguma coisa ou - e principalmente - puder me ajudar em alguma dessas... AGRADICIDA!

(E EU QUE ACHAVA QUE DEPOIS DE ENTREGUE A DISSERTAÇÃO, IA DESCANSAR...)

26 de setembro de 2009

daqui a pouco

bolhas
borbulhas
barbaramente balbuciando babaquices
brincando
burlando o batente
batem bem
batem bal
brindam e bebericam
bailam bastante
bradam "bom, bom, bem bom!"
"bacana a tua bolha"
braba, eu bóio
"beleza, bobocas" - blasfemo
"breve, bem breve, balançarei, banharei e brilharei na balada e na bagunça!"

18 de setembro de 2009

sem titulo

e eu digo sim




SIM


SIM

SIMSIMSIMSIMSIMSIMSIMSIMSISM

SI
SI


em si


vai dar
vai rolar
vai vai aviavi aviavaivaivaiavi
avião

ciudado

de si

vaivaivai ética

ética do cuidado de si
na relaçãocom o outro
estética
de existir
arte a vida como
obra de arte - estética
estética de vida

na dissolução de si
na relação na relação ãoãoão

comcomcomcomcomcomcomo

como mundo ao andar
como o mundo
antropófago
devoro
como

fome
seca
(mentira ou verdade que fome acelera o pensamento?)

quem me disse isso?

que dia foi ontem?

QUANDO TERMINOU ONTEM E QUANDO COMEÇOU HOJE?
quando eu vou terminar?

aonde eu termino?
aonde começa o outro?

em qual ponto termina um passo e começa o outro?

não consigo olhar pra mim seM me misturar
já dentro já estou
in
vento dentro
in-vento

dobradura toda múltipla
imanência
vidavidavidavidadavi
davi
gregos

tempo
temporal

liberdade mar

é preciso ser livre

me ver livre pra voar
outros vôos

bastarda-inventiva-ética-transgressora-cuidado-resistência-nãolugar


ARRRRRRRR
SUSPIR
AAAAAARRRRRR
conspir
aaaaaaaarrrrrrrrrrrrrrrrrr
FFFFFFFFFFFFFFF
UHHHHHH
AAAAAAAAHHH


três ponti nhos














17 de setembro de 2009

ponto-vírgula



o sol guarda uma reserva

de algo
não se sabe
como uma bolsa
um apêndice
um atrás
um a mais incomodando.
a felicidade não é plena
a alegria de dia ensolarado tem ponta de dor.
varramos a dor embora!
varramos!
(prefiro ser um varredor)
mas não
não dá pra varrer sozinha
e é preciso esperar
decantar
paciência e força
eu vou
vou sim
assim
porque a poeira não é só minha.



15 de setembro de 2009

poeminha preferido da infânica (de lili inventa o mundo)






Canção de Nuvem e Vento

Medo da nuvem
Medo Medo
Medo da nuvem que vai crescendo
Que vai se abrindo
Que não sabe
O que vai saindo
Medo da nuvem Nuvem Nuvem
Medo do vento
Medo Medo
Medo do vento que vai ventando
Que vai falando
Que não se sabe
O que vai dizendo
Medo do vento Vento Vento
Medo do gesto
Mudo
Medo da fala
Surda
Que vai movendo
Que vai dizendo
Que não se sabe...
Que bem se sabe
Que tudo é nuvem que tudo é vento
Nuvem e vento Vento Vento!








8 de setembro de 2009

dissertando III



A Avenida Atlântica é arranhada pelos veículos em aceleração. Faço parte desse vandalismo com meu próprio arranhão, a caminho de algum lugar. Vejo a larga calçada de Copacabana e suas imóveis ondas alvinegras de pedras portuguesas pisoteadas por passos também velozes de tênis importados. Tênis que precisam ter cada vez mais amortecedores, que por sua vez amortecem mais do que passos: amortecem sentidos também. Tênis que caducam no ritmo da incessante corrida em perseguição do novo, assim como as milhares de mercadorias produzidas desenfreadamente todo dia. Ritmo impiedoso que varre consigo a intensidade da experiência (PÉLBART, 2003).

Do outro lado do passeio público, mais além das ondas em preto-e-branco, o mar dá a sua resposta: sob a luz implacável do sol, as ondas ali têm cor. São azuis. E quebram, intensas, em um plácido e intenso movimento, totalmente alheio à pista de piche. Convocam a uma sensação que não raro incomoda os motoristas dessa cidade que não suporta sequer um segundo da luz vermelha do semáforo (“cariocas não gostam de sinal fechado”, canta Adriana Calcanhotto no rádio): convocam à sensação de duração. Para acompanhar a queda de uma onda se faz necessário desacelerar, ou mesmo parar.

Subversivo, o mar está sempre em câmera lenta.








eu quero isso de novo.

4 de setembro de 2009

Happy.

2 de setembro de 2009

alarme! alarme!





É OFICIAL:

PRECISO VIAJAR!

(mas como se faz quando se está afundado em trabalho e um deadline pra-ontem? ok, alice, só mais um pouquinho...)





1 de setembro de 2009

élice trocou de roupa!

em homenagem à primavera que chega, troquei de roupa.
não consegui mudar a cor de fundo do blog (teria que mudar todo o modelo, o que me deu preguiça, afinal de contas tenho que terminar uma dissertação de mestrado em 20 dias), mas ao menos vesti cores mais primaveris - diria até que mais veranis.

o que acharam?

sonho de consumo. ai, malditos objetos!

PS: roubado de "Pronto.calcei"



30 de agosto de 2009

par ti cu lar









difícil fazer par.
onde acaba um, começa o outro: respeito, submissão?

compartir, partir com.

onde acaba um, começa o outro: verticalidade, horizontalidade?

espaço comum, espaço ordinário?

tolerância crônica, não se incomodar com pouco?

prender, libertar?

carinho morno, ardência?

frio na barriga, dor de estômago?

deixar ser, esquecer?

ficar sozinho, solidão?

difícil fazer par.
em par ceirar

em par sei lá

bom mesmo é poder ser um par
ímpar.








25 de agosto de 2009

labuta




O trabalho será difícil.

Será interessante, desafiante, intrincado, complexo, dolorido.
Será um trabalho em equipe, teremos de enfrentar desavenças, desencontros, impasses.
Nem todo dia tu vai sair daqui feliz e realizado.
Vais ter de lutar.
Às vezes, contra ti mesmo.
Nota: o trabalho é sobre ti mesmo.
Há de saber que tem forças que tu não vai saber se são tuas ou não tuas.
Falso problema: são os dois. Tuas e não tuas.
O negócio está em poder usar essa força. Ela é muito preciosa para ser desperdiçada.
Há que torcê-la, entortá-la, fazer curvatura, dobrá-la.
Estarei aqui sempre nesse dia e nesse horário.





Dissertando II





Essas do exemplo são faces da famosa psicologia “resolve-pepino”, que tanto recebe e com tanto gosto acolhe demandas para resolução de abacaxis, batatas-quentes, qüiproquós, situações-problema. Uma psicologia – o leitor já deve ter percebido – atrelada à moral (FUGANTI, 2008), visto que empenhada em seguir padrões, julgar, prescrever, adaptar, ajustar, apaziguar, pacificar, harmonizar, conciliar, consertar, corrigir aquilo que incomoda, desassossega, destoa, desorganiza, revoluciona, revolta(-se), utilizando-se para tanto de vias igualmente normatizadas e artifícios devidamente legitimados. Ela já não está restrita a uma linha, a uma corrente teórica: diversos autores, através de sortidos conceitos e aparelhos metodológicos, investem nessa direção. Tampouco se resume a livros técnicos, à fala e à ação de psicólogos: espraia-se no que se diz sobre ela, no que se espera dela, no que se sente frente a ela. É a mais conhecida, mais repetida e, portanto, fabricante do senso-comum (ou fabricada pelo mesmo?). Sabe-se que é a mais conhecida simplesmente porque ela nos chega através dos mesmos meios pelos quais ela se tornou celebridade: está na fala da profissional que dá seu parecer na polêmica reportagem do jornal televisivo da noite de domingo da Rede Globo[1]; está em conversas de elevador (“Soube que você é psicóloga, não é? Eu estou com um problema, sabe...”); está em piadas de mesa de bar (“Cuidado com o que diz, ele é psicólogo!”); está em cantadas (“Você está me analisando agora?”); está em expressões das mais populares (“Freud explica!”). E, bem, clichês à parte, um sem-número de profissionais constantemente é capturado nessa mesma lógica ortopédica, reproduzindo-a[2]. Todos nós, aliás, somos cotidianamente fisgados por tal maneira de pensar e agir, visto que se trata do prolongamento de um modus operandi (e vivendi) que reina no mundo atual, conforme veremos mais adiante. Já podemos dizer desse tipo de práticas psi que é uma idéia de psicologia que se cristalizou. Tornou-se psicologia enquanto disciplina, objeto, psicologia enquanto coisa, como já vimos que é o que diria Paul Veyne (1982). Acostumou-se com o que se tornou.

Ora, tratemos de desacostumar a psicologia enquanto saber coeso. Vamos torcê-la, pervertê-la, tal qual o poeta pantaneiro Manoel de Barros faz com as palavras em suas poesias:

Há quem receite a palavra ao ponto de osso, de oco;

ao ponto de ninguém e de nuvem.

Sou mais a palavra com febre, decaída, fodida, na sarjeta.

Sou mais a palavra ao ponto de entulho.

Amo arrastar algumas no caco de vidro, envergá-las pro chão, corrompê-las

Até que padeçam de mim e me sujem de branco.

Sonho exercer com elas o ofício de criado:

usá-las como quem usa brincos (BARROS, 2002, p. 19).


[1] Na noite de domingo do dia 19 de março de 2006, foi lançado o documentário “Falcão – Meninos do tráfico”, produzido pelo cantor de rap MV Bill e pelo produtor musical Celso Athayde, no programa “Fantástico”, da Rede Globo. No programa, além de trechos do filme – que discorre sobre a participação de crianças e adolescentes no tráfico de drogas em vários estados do Brasil – foram exibidas entrevistas com especialistas, entre eles psicólogos, que relacionaram o envolvimento com o crime à ausência da figura paterna nas vidas desses indivíduos. Em diversas outras ocasiões, psicólogos compareceram e comparecem à mídia para conceder suas opiniões de peritos da subjetividade acerca de temas extremamente noticiados, como o da violência ou da possibilidade dela acontecer.

[2] É importante ressalvar que a psicologia é apenas uma parte de um programa muito maior que compreende uma rede complexa de saberes a serviço da governamentalidade de vidas. Sobre isso discorreremos mais adiante, na porção desse trabalho subentitulada “Desinventar”.







24 de agosto de 2009

Dissertando I








O que para mim parecia também obscuro e vago, começou a ficar cada vez mais nítido, no entanto não cristalino – e muito menos estanque. Era difícil explicar o que fazíamos, visto que nada era regra, nada era repetido ao pé da letra – ou, se era, sabia-se do risco de cair por terra. E se falamos em risco é por ele conter mais de um sentido. Para muitos a terra firme é sinônimo de desejável segurança, certeza, porto seguro, ausência de risco e perigo; para nós, é um lugar a ser evitado. Há mais interesse no risco da instabilidade do alto mar, nos perigos do abrir-se à afetação. Não queremos cair por terra, pois há aí o risco de perder nosso sentido de intervenção, de nos repetirmos e de termos nossas práticas esvaziadas, ainda que isso fatalmente ocorra em algumas ocasiões. Queremos correr outro tipo de risco, mais potente: o da ausência de verdades absolutas, o das possibilidades contidas nos encontros que nos levam a certezas provisórias e específicas.





18 de agosto de 2009

HEIN???









Vinheta do programa "Happy Hour": Astrid diz "Hoje o tema é o mal do século, o stress. Teremos a bailarina Débora Colker, a psicóloga Fulana e, pra fechar, Beltrana de tal.

Tirando a psicóloga, todo mundo estressado!"

E eu me pergunto: psicólogas não se estressam????????????????????????